Glossário financeiro: 30 termos que todo investidor precisa conhecer
Guia completo com os 30 termos financeiros mais importantes explicados de forma simples. De ações a IPCA, entenda o vocabulário do mercado sem economês.
Toda área especializada tem seu próprio vocabulário e o mercado financeiro não é exceção. A diferença é que, quando você não entende os termos, fica mais difícil tomar decisões conscientes sobre o próprio dinheiro.
Este glossário reúne os 30 termos mais importantes do universo dos investimentos, explicados e sem enrolação. Guarde esse artigo nos favoritos, garanto que irá te ajudar sempre que aparecer uma palavra desconhecida.
Fundamentos da economia
Selic — A taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) a cada 45 dias. É a referência que influencia quase todos os investimentos de renda fixa do país.
CDI — Certificado de Depósito Interbancário. Uma taxa muito próxima da Selic, usada como referência para calcular o rendimento da maioria dos produtos de renda fixa (CDBs, fundos, LCIs). Quando um investimento rende "100% do CDI", ele acompanha exatamente essa taxa.
IPCA — Índice de Preços ao Consumidor Amplo. É o índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE. Usado como referência em investimentos que protegem contra a perda de poder de compra, como o Tesouro IPCA+.
Inflação — O aumento generalizado dos preços ao longo do tempo, que reduz o poder de compra do dinheiro. Se a inflação é de 5% ao ano, o que custava R$ 100 passa a custar R$ 105.
Renda fixa
Renda fixa — Categoria de investimentos com regras de rentabilidade definidas no momento da aplicação. Inclui Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA. Menor risco, geralmente menor potencial de retorno que a renda variável.
CDB — Certificado de Depósito Bancário. Título emitido por bancos para captar recursos, funcionando como um empréstimo do investidor para a instituição em troca de juros.
Tesouro Direto — Programa do governo federal que permite a qualquer pessoa comprar títulos públicos, emprestando dinheiro ao governo em troca de juros. Considerado o investimento mais seguro do país.
LCI e LCA — Letra de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. Títulos emitidos por bancos para financiar os setores imobiliário e agrícola, com isenção de Imposto de Renda para pessoa física.
Liquidez — A facilidade de transformar um investimento em dinheiro disponível na conta. Alta liquidez significa resgate rápido; baixa liquidez significa que o dinheiro fica travado por um período.
Prefixado — Tipo de título onde a taxa de rentabilidade é definida no momento da compra e não muda até o vencimento. Você sabe exatamente quanto vai receber.
Pós-fixado — Tipo de título cuja rentabilidade acompanha um indexador, geralmente o CDI ou a Selic, variando ao longo do tempo conforme esse indexador se movimenta.
FGC — Fundo Garantidor de Créditos. Mecanismo que protege investimentos como CDB e LCI em caso de falência do banco emissor, cobrindo até R$ 250 mil por CPF por instituição. Curiosamente as pessoas acham que é administrado pelo governo, mas não, o FGC é gerido por instituições financeiras privadas.
Renda variável
Renda variável — Categoria de investimentos sem rentabilidade previamente definida, que oscila conforme o mercado. Inclui ações, FIIs e ETFs. Maior potencial de retorno, também maior risco.
Ação — A menor fração do capital social de uma empresa. Ao comprar uma ação, você se torna sócio proporcional daquele negócio.
B3 — A bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo, onde ações, FIIs e outros ativos são negociados.
Dividendos — Parcela do lucro de uma empresa distribuída aos acionistas. No Brasil, dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
FII — Fundo de Investimento Imobiliário. Estrutura que reúne recursos de vários investidores para investir em imóveis físicos ou títulos do setor imobiliário, distribuindo rendimentos mensais.
ETF — Exchange Traded Fund. Fundo negociado em bolsa que replica um índice, permitindo investir em várias empresas de uma só vez com uma única compra.
Volatilidade — O grau de oscilação do preço de um ativo em determinado período. Ativos mais voláteis têm variações de preço mais intensas e frequentes.
Day trade — Operação de compra e venda de um mesmo ativo realizada no mesmo dia, com o objetivo de lucrar com pequenas variações de preço no curto prazo.
Mercado fracionário — Ambiente de negociação que permite comprar quantidades menores que um lote padrão de ações (de 1 a 99 unidades) tornando o investimento acessível com valores baixos.
Análise e estratégia
Diversificação — Estratégia de distribuir investimentos entre diferentes ativos, classes e setores para reduzir o risco concentrado em um único ponto.
Rentabilidade — O quanto um investimento rendeu em determinado período, geralmente expresso em percentual.
Risco — A possibilidade de um investimento gerar perdas financeiras. Geralmente, quanto maior o potencial de retorno, maior o risco associado.
Benchmark — Índice de referência usado para avaliar o desempenho de um investimento. O Ibovespa, por exemplo, é o principal benchmark para ações brasileiras.
Ibovespa — Principal índice da bolsa brasileira, que mede o desempenho médio das ações mais negociadas e representativas da B3.
Análise fundamentalista — Método de avaliação de ativos baseado nos dados financeiros e no modelo de negócio de uma empresa, buscando identificar o valor real do ativo.
Impostos e órgãos reguladores
Imposto de Renda (IR) — Tributo cobrado sobre o lucro de investimentos, com alíquotas e regras que variam conforme o tipo de ativo e o prazo de aplicação.
IOF — Imposto sobre Operações Financeiras. Incide sobre resgates de investimentos de renda fixa feitos em menos de 30 dias, reduzindo gradualmente até zerar.
CVM — Comissão de Valores Mobiliários. Órgão federal responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro, protegendo os investidores.
Corretora — Instituição financeira que serve como intermediária entre o investidor e o mercado, permitindo a compra e venda de ativos como ações, FIIs e títulos públicos.
O vocabulário é só o começo
Conhecer esses termos não substitui planejamento e conhecimento aprofundado mas é o primeiro passo indispensável. Você não consegue tomar boas decisões sobre algo que não entende o vocabulário básico. Entender a linguagem do negócio é entender o negócio.
Portanto, sempre que encontrar um termo desconhecido em outro artigo do Ornitorico, volte a este glossário, muito provavelmente ele irá te auxiliar. E se algum termo importante estiver faltando, essa lista vai continuar crescendo com o tempo.
